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Netflix: Boneca Russa (Russian Doll)

Uma das primeiras apostas do Netflix para 2019 foi “Russian Doll”, série produzida por Natasha Lyonne, Amy Poehler e Leslye Headland. Lançada no dia 01 de fevereiro, a comédia dramática parte de um princípio já conhecido por muitos de nós: o looping temporal. Quantas histórias, seja na televisão ou no cinema, já existem sobre uma pessoa que morre mas continua acordando e morrendo repetidamente? MUITAS! Sim, esse tipo de narrativa se tornou um clichê, mas isso não significa que “Russian Doll” seja uma série previsível. Muito pelo contrário, ela é bem inovadora e dinâmica. Ficou curioso(a)? Vem cá que vou falar mais!

Pôster oficial “Russian Doll”, a segunda série do Netflix em que a atriz Natasha Lyonne participa, fora “Orange is the new black”.

“Boneca Russa”, como é seu nome em português, é muito fácil de se assistir. Com apenas oito episódios de aproximadamente 30 minutos, a série consegue misturar sarcasmo, comédia e drama de uma forma leve e gostosa. Assisti tudo em menos de 24 horas! Confesso que, no início, não fiquei tão presa à história e me forcei a prestar atenção e continuar assistindo. E olha: valeu a pena. Não, “Russian Doll” não é uma série genial e absurdamente impactante. Mas ela é inovadora e muito divertida.

Nossa querida protagonista, Nadia Vulvokov, em sua festa de aniversário.

Tudo começa no aniversário de 36 anos da nossa protagonista, Nadia Vulvokov, uma engenheira de software. Ela é uma mulher de personalidade forte, cheia de rebeldia e honestidade. Aparentemente, Nadia não liga para o que os outros pensam e é super independente. Por conta de alguns traumas de infância que são revelados ao longo da trama, a jovem tem dificuldade de se apegar às pessoas. Esse bloqueio a transformou em uma mulher fechada emocionalmente, sempre afastando os outros. Mas o que será preciso fazer para isso ser alterado?

Relaxa, gente! Essa foto não é spoiler 😉 É apenas umas das inúmeras mortes da protagonista.

No dia de seu aniversário, Nádia morre. Só que não! Imediatamente, ela é levada de volta para o banheiro de sua festa, horas antes de sua terrível morte. E isso continua acontecendo repetidamente: morrer, voltar ao mesmo cenário e reviver o mesmo dia várias vezes. A protagonista acaba morrendo em diversas circunstâncias, mas continua sem explicações do por que isso está acontecendo com ela. Para iluminar e ajudar Nadia, Alan é introduzido. Curiosamente, o novo personagem também está passando pelo mesmo processo de looping do tempo (não é spoiler, isso fica explícito no trailer)! Será que eles vão se ajudar nessa jornada maluca?

Nadia e Alan, novo personagem que é introduzido ao longo dos episódios.

Para mim, o mais legal sobre ‘Russian Doll” é a relação que surge entre Alan e Nadia. Os dois PRECISAM um do outro para que eles saiam desse looping infinito. E lembra que disse lá em cima que a protagonista não consegue ter relações profundas com os outros? Então, essa característica dela é colocada em teste. De uma forma sensível, a série explora alguns temas psicológicos. Vemos duas pessoas que auto sabotam suas próprias vidas e precisam – urgentemente – de ajuda. Quando ambos percebem que estão conectados, compreendem que não irão conseguir solucionar esse mistério do tempo sem entenderem um ao outro.

Sim, eu recomendo a série para vocês! Achei ela super dinâmica e interessante. À medida que os episódios passavam, eu ficava cada vez mais curiosa para saber o que aconteceria. Admito que tive que assistir a cena final mais de uma vez para realmente entender o que tinha acabado de acontecer! Mas assim que entendi, fiquei encantada. “Russian Doll” nos faz refletir sobre nossas ações, manias e comportamento. Por trás de toda a comédia, vemos uma discussão psicológica bem bacana. Assim como uma boneca russa, os dois personagens principais possuem várias facetas, as quais vão se revelando ao longo da série. Fica a dica: assista! Para mais dicas sobre filmes e séries, fiquem ligados no Instagram @dicadadoca! Um grande beijo e até a próxima!