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Yayoi Kusama e algumas de suas incríveis collabs

Em sua educação artística inicial, Yayoi Kusama estudou a técnica tradicional de pintura japonesa intitulada por Nihonga, na cidade de Kyoto. Um pouco mais tarde, na década de 1950, mudou-se para os Estados Unidos, a pedido de uma grande amiga e em busca de maior reconhecimento pelo seu trabalho. Lá, passou a estudar e entender mais sobre expressionismo abstrato, surrealismo, minimalismo, pop art, e logo passou a liderar o movimento vanguardista. Sempre foi uma mulher a frente do seu tempo: feminista, moderna, revolucionária por natureza. Retornou ao Japão em 1973, para tratar de suas questões psiquiátricas desenvolvidas desde cedo. Os sinais de esquizofrenia estavam presentes desde cedo e agravaram por conta da criação rígida, e mais tarde passou a apresentar também transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Ao longo de cada período de sua carreira, a artista traduz em suas peças algum tipo de obsessão. Assim, é possível entender um fiozinho dos motivos pelos quais a artista desenha tantas bolinhas e pontos em suas obras. Hoje, aos seus 82 anos, vive por opção no Hospital Seiwa, em Tóquio, para tratar suas questões psiquiátricas, e utiliza seu apartamento localizado a poucos metros da instituição como ateliê. Kusama expôs seus trabalhos em diversos museus pelo mundo, além de representar o Japão na edição de 1993 da Bienal de Veneza. Em 2012, foi realizada uma retrospectiva de seu trabalho no Whitney Museum of American Art (EUA), no Hirshhorn Museum and Sculpture Garden (EUA, 2017) e no Instituto Tomie Ohtake (Brasil, 2014).

Imagem/Divulgação

 

Yayoi Kusama x Veuve Clicquot

Em parceria com a Veuve Clicquot – renomada casa de champanhes fundada em 1772, em Reims, França –, Kusama criou um adorno colorido e divertido para uma versão de La Grande Dame 2012, caixa e garrafa. Como se o combo não fosse incrível o suficiente, a artista deu luz a uma escultura ornamental em vidro, nomeada por My Heart That Blooms in the Darkness of Night (em português, Meu Coração que Desabrocha na Escuridão da Noite), feita para abraçar a garrafa. A detalhada obra é um tributo à natureza, e possui toques lúdicos e realísticos ao mesmo tempo, com flores e folhas tentaculares. A flor simboliza vida, amor e paz, enquanto suas icônicas bolinhas são retratadas como bolhas de champanhe. Kusama levou cerca de 250 horas para criá-la, eram apenas 100 peças disponíveis – as encomendas foram feitas até setembro do ano passado, para uma lista VIP na marca –, e custavam cerca de 30 mil dólares. As garrafas custam em torno de 195 dólares. O design original da bebida foi inspirado na Madame Clicquot, e a escolha de collab para homenageá-la não foi por acaso: as duas compartilham semelhanças, principalmente de suas infâncias, pois cresceram com uma educação muito rígida. Além disso, Kusama já havia dado nova vida a uma pintura original da Madame, utilizando também suas famosas bolinhas. Atualmente, a garrafa está indisponível para vendas no site da Veuve Clicquot. Essa seria, com toda a certeza, uma escultura que eu colocaria na minha casa! E você?

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Yayoi Kusama x Louis Vuitton

Em 2012, a grife francesa Louis Vuitton uniu seu estilo único com a coleção Infinity Dots, de Yayoi, para uma collab. A linha de roupas e acessórios foi inspirada em trabalhos representativos de Kusama, e desenhada em parceria com Marc Jacobs, diretor criativo da marca. Presente nas 463 lojas da Vuitton espalhadas pelo mundo na época, a colaboração ganhou também sete lojas pop-up, inspiradas no trabalho da artista. Foram estas em: Nova Iorque, Hong Kong, Cingapura, Tóquio (Isetan e Dover Street Market), Londres e Paris. O resultado, obviamente, foi uma coleção incrivelmente visual, e gerou visibilidade de um público mais vasto para a grife por apresentar arte contemporânea. Que tudo, né? Queria eu ter comprado uma bolsinha dessa coleção!

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Yayoi Kusama x Coca-Cola

Exposta no Museu de Arte da Cidade de Matsumoto, Japão, a instalação fez parte da Dots Obsession (2012), e foi resultado da parceria entre Yayoi e a conhecidíssima Coca-Cola. A divertida máquina de venda automática em funcionamento, uma lixeira, um banco decorado e as famosas latinhas de Coca (que, por sinal, ficaram fofíssimas cheias de pontinhos) com a marca registrada da artista, bolinhas, desta vez brancas em fundo vermelho. Fala sério, uma obra de arte na qual você consegue realmente comprar coisas? Muito legal!

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Yayoi Kusama: instalação em Inhotim

Localizada no pátio do Centro de Educação e Cultura Burle Marx, a obra Narcissus Garden Inhotim (2009) reúne 750 esferas de aço inoxidável em um espelho de água, fazendo referência ao mito de Narciso, que se encantou com sua imagem refletida na água ao ver seu reflexo pela primeira vez. Kusama uma vez disse que a obra se comporta como um “tapete cinético”, uma vez que o vento cria diferentes junções das esferas em meio as plantas aquáticas. A instalação é uma versão de uma escultura apresentada pela artista na 33ª Bienal de Veneza, em 1966. Além de ser incrível, é um lugar turístico acessível! Me contem quando forem visitar, não percam a oportunidade!

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Yayoi Kusama x MoMa

Em 2018, Museu de Arte Moderna (MoMa) nova iorquino se uniu a Kusama para criarem uma linha de skate estampada com a arte inigualável da artista. Dots Obsession e Yellow Trees, abstratos e densos trabalhos renomados da artista, aparecem em diversas edições de cores diferentes, dentre elas branca e amarela com bolinhas vermelhas ou pretas. Mais tarde, a pintura Infinity Nets foi adicionada na colaboração como um conjunto de três pinturas conectadas. Foram disponibilizados sets globalmente, e ainda existem modelos disponíveis no site do museu. Demais, né? Imagina só virar uma fadinha do skate com um desses!

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Yayoi Kusama x Audi

Para celebrar seu centenário, a montadora de luxo Audi procurou a artista para criar uma peça especial para a exposição comemorativa. Yayoi, por sua vez, usou e abusou de suas famosas bolinhas, desta vez em vermelho e branco (cores comemorativas na tradição japonesa), para cobrir um Audi R8 branco e todo o espaço de sua instalação, com o objetivo de transmitir vida e energia fundidos a paixão e determinação da Audi de modo inovador. A exposição rolou em dezembro de 2010, em Tóquio. Seria pouco extravagante (e demais) dar uma voltinha nesse R8, hein?

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Qual sua collab favorita da artista?

Bjinhos Jeh